Espetáculo de abertura da FLIP 2019

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Espetáculo de abertura da FLIP 2019

O espetáculo “Mutação de apoteose”, inspirado em um trecho de “A terra”, primeira parte de Os sertões, de Euclides da Cunha, acontece após a Sessão de Abertura da 17ª Festa Literária Internacional de Paraty – Flip, no dia 10 de julho, às 20h. A apresentação, realizada pela Universidade Antropófaga com direção artística da atriz Camila Mota, foi criada a partir das canções compostas para as montagens da obra do Autor Homenageado da Flip 2019 feitas pelo Teatro Oficina no começo dos anos 2000.

Espetáculo de abertura da FLIP 2019

Euclides da Cunha é um autor que imprime muita oralidade na escrita, que inevitavelmente se transformou em música na aventura de transpor o livro para o teatro. Agora, é uma nova transposição, que parte da matéria criada pela encenação do Teatro Oficina, mas coloca novamente as palavras cantadas como motor do espetáculo. Voltar ao livro Os sertões, que revelou a força estética das insurreições, das lutas contra o martírio da terra, é muito importante nesse momento, em que devemos invocar inteligência, clareza, interpretação e eloquência”, afirma Camila Mota.

Para a realização do espetáculo, as composições, que são assinadas por autores como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto, Chico César, Karina Buhr, José Miguel Wisnik, Celso Sim e Péricles Cavalcanti, além do próprio coro de atores, serão reinterpretadas para representarem as urgências do Brasil contemporâneo.

O elenco contará com crianças e jovens de Paraty que vão participar de oficinas de teatro e música no período pré-Flip, como parte das ações de permanência do Programa Educativo da Festa Literária.

As canções compostas para as montagens do Teatro Oficina formam um repertório maravilhoso e muito variado. É um trabalho coletivo e, mais do que isso, um encontro de diferentes talentos individuais”, diz Fernanda Diamant, curadora da 17ª Flip.

Para Mauro Munhoz, diretor geral e artístico do Programa Principal da Flip, “o trabalho coletivo do espetáculo dirigido por Camila Mota conversa com fundamentos primordiais da Flip: envolve jovens moradores de Paraty e integra linguagens como a literatura, o teatro, a dança e a música. Tudo isso após a fala de Walnice Nogueira Galvão. Da palavra dita à palavra cantada e encenada”.