Flip anuncia mais atrações para edição 2019

Espetáculo de abertura da FLIP 2019
27 de junho de 2019
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Flip anuncia mais atrações para edição 2019

Espetáculo “Mutação de apoteose” fará a abertura da festa e ações de slam vão integrar a programação

A 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) segue acertando os últimos detalhes, dentre os anúncios feitos sobre o evento estão o espetáculo de abertura, que será inspirado na obra ‘Os Sertões’, e ações de Slam, que são encontros de poesia falada (spoken word) e performática, geralmente em forma de competição.
O espetáculo “Mutação de apoteose”, inspirado em um trecho de “A terra”, primeira parte de Os sertões, de Euclides da Cunha, acontece após a sessão de abertura no dia 10 de julho, às 20h. A apresentação, realizada pela Universidade Antropófaga com direção artística da atriz Camila Mota, foi criada a partir das canções compostas para as montagens da obra do Autor Homenageado da Flip 2019 feitas pelo Teatro Oficina no começo dos anos 2000.
– Euclides da Cunha é um autor que imprime muita oralidade na escrita, que inevitavelmente se transformou em música na aventura de transpor o livro para o teatro. Agora, é uma nova transposição, que parte da matéria criada pela encenação do Teatro Oficina, mas coloca novamente as palavras cantadas como motor do espetáculo. Voltar ao livro Os sertões, que revelou a força estética das insurreições, das lutas contra o martírio da terra, é muito importante nesse momento, em que devemos invocar inteligência, clareza, interpretação e eloquência – afirma Camila Mota.
Para a realização do espetáculo, as composições, que são assinadas por autores como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto, Chico César, Karina Buhr, José Miguel Wisnik, Celso Sim e Péricles Cavalcanti, além do próprio coro de atores, serão reinterpretadas para representarem as urgências do Brasil contemporâneo.
O elenco contará com crianças e jovens de Paraty que vão participar de oficinas de teatro e música no período pré-Flip, como parte das ações de permanência do Programa Educativo da Festa Literária.
– As canções compostas para as montagens do Teatro Oficina formam um repertório maravilhoso e muito variado. É um trabalho coletivo e, mais do que isso, um encontro de diferentes talentos individuais – diz Fernanda Diamant, curadora da 17ª Flip.
Para Mauro Munhoz, diretor geral e artístico do Programa Principal da Flip, o trabalho coletivo do espetáculo dirigido por Camila Mota conversa com fundamentos primordiais da Flip.
– Envolve jovens moradores de Paraty e integra linguagens como a literatura, o teatro, a dança e a música. Tudo isso após a fala de Walnice Nogueira Galvão. Da palavra dita à palavra cantada e encenada – destaca.

Slam
A 17ª Flip vai realizar uma série de ações gratuitas, antes e durante o evento, que trazem o slam para o centro da programação. Com curadoria de Roberta Estrela D’Alva, uma das pioneiras desse movimento no Brasil, o programa é composto por um projeto de residência voltado a jovens paratienses; uma competição de poesia falada com poetas internacionais no Auditório da Praça; e uma batalha aberta na Casa da Cultura de Paraty com a participação de grupos locais.
– É vital que poetas da oralidade estejam no centro da ação em uma Festa Literária de grande alcance como é a Flip. São vozes diversas que precisam ser ouvidas e o slam tem o papel de engajar o público, que participa ativamente dessa riqueza de estéticas e linguagens que surgem a partir da poesia em presença – afirma a curadora Roberta Estrela D’Alva. “Nesta primeira edição, a decisão de fazer um slam internacional vem do desejo de mostrar ao público brasileiro que esse movimento é um fenômeno global e diverso. Qualquer pessoa com poemas sobre qualquer tema pode participar de um slam. Essa é a sua principal característica.”
No período pré-Flip, entre 1 e 10 de julho, acontecem as oficinas de formação com jovens paratienses. Os encontros serão comandados por Roberta Estrela D’Alva e pela premiada poeta, dramaturga e performer britânica Joelle Taylor, fundadora do SLAMbassadors UK. Realizadas pelo Programa Educativo da Flip na Biblioteca Comunitária Casa Azul, as oficinas incentivam a produção de poesia performática, preparando os participantes para o Slam da Língua Portuguesa que vai acontecer durante a Flip. O projeto, que tem a cultura britânica de slam como grande referência, conta com fomento do Programa Pontes, da Oi Futuro e do British Council.
Já durante a Flip, no dia 12 de julho, às 22h, ocorre a primeira competição de poesia falada integrada ao Programa Principal da Festa Literária, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa. Com curadoria de Roberta Estrela D’Alva em parceria com o Rio Poetry Slam – Flup, e apresentação do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, o Auditório da Praça recebe: Pieta Poeta (Brasil), Edyoung Lennon (Cabo Verde), Raquel Lima (Portugal), Porsha Olayiwola (EUA), Joelle Taylor (Inglaterra) e Salva Soler (Espanha).
Como parte da programação da Flip+, no dia 13 de julho, das 18h às 21h, na Casa da Cultura de Paraty, o Museu da Língua Portuguesa promove uma batalha de slam aberta à participação do público.
As atividades Flip Slam e Slam da Língua Portuguesa são iniciativas da Fundação Roberto Marinho e do Governo de São Paulo, com patrocínio da EDP, Grupo Globo e Itaú Cultural.

Flip e Museu da Língua Portuguesa
O Flip Slam e o Slam da Língua Portuguesa foram concebidos em parceria com o Museu da Língua Portuguesa e são iniciativas da Fundação Roberto Marinho e do Governo de São Paulo, com patrocínio da EDP, Grupo Globo e Itaú Cultural. As ações do museu consolidam uma trajetória de dois anos de colaboração. Em 2017 e 2018, a instituição promoveu exposições, mesas e apresentações artísticas que integraram a programação paralela à Flip com o intuito de celebrar a língua portuguesa em seus diferentes sotaques, países e vivências. O museu reforça, portanto, sua atuação em prol da integração cultural entre os países de língua portuguesa, mantendo assim a comunicação com seus públicos durante a reconstrução de sua sede, em São Paulo, atingida por um incêndio em dezembro de 2015.
A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e tem como patrocinador máster a EDP, além dos patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú, Sabesp e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal por meio da lei federal de incentivo à cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do museu.

Sobre o Programa Pontes
O Programa Pontes, que chega à sua segunda edição, é fruto de uma parceria entre Oi Futuro e British Council para fomentar projetos culturais, com foco na internacionalização de festivais artísticos brasileiros e na promoção da produção artística do Reino Unido no Brasil. Em 2019, o edital contempla dez festivais brasileiros dispostos a receber artistas do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales) para residência cocriativa, com oportunidades de conexão e experimentação com criadores brasileiros. Partindo de um modelo inovador baseado na colaboração institucional, o programa une a expertise do Oi Futuro na gestão de editais de seleção de projetos culturais e a experiência do British Council na formação de redes internacionais de artistas e especialistas.

Ingressos
Os ingressos para a edição 2019 da Flip estão disponíveis para compra desde o dia 03 de junho. As vendas seguem a todo vapor, das 21 mesas oficiais do evento, 16 já estão esgotadas — incluindo a sessão de abertura, batizada de “Canudos”. Os interessados podem acessar  flip.byinti.com para adquirir a sua participação nas mesas literárias do Programa Principal, que acontecem no Auditório da Matriz.
Durante a Festa Literária, a venda será realizada apenas em Paraty, na bilheteria oficial da Flip, localizada no Auditório da Matriz – Praça Monsenhor Hélio Pires s/n (Praça da Matriz), no Centro Histórico, entre os dias 10 a 13 de julho, das 9h às 21h, e no dia 14, das 9h às 13h.